Há pessoas que dizem que não se define o amor, apenas sente-o, mas Camões descreveu-o em um famoso soneto seu que amor “é querer estar preso por vontade” Amor é renúncia, é entrega, mas também é comunhão, é dividir com o outro tudo aquilo que sente: tristeza e alegria.
Já dizia o poeta brasileiro, que “de tudo ao meu amor serei atento” de tudo, e não apenas no prazer, na carne, mas também na angústia, na solidão, na carência de um abraço, de “eu te amo”.
“Amor é dado de graça, é semeado no vento” ninguém ama o outro porque ele é perfeito, rico ou bonito, simplesmente o ama, porque amor de verdade é assim, incondicional, como diz Drummond “foge a dicionários” só quem o sente, o conhece. E aquele que não o conhece, vive buscando refúgios em meio a ilusões, a orgias, dando margem a todo egoísmo que rodeia o ser humano, até parece que essa criatura(homem) não é capaz de amar.
Mas sim, Drummond disse em seus versos: ”Que pode uma criatura senão,
entre outras criaturas, amar?” Toda criatura é capaz de amar, basta somente deixar, permitir que os sentimentos invadam, explodam dentro de nós!
entre outras criaturas, amar?” Toda criatura é capaz de amar, basta somente deixar, permitir que os sentimentos invadam, explodam dentro de nós!
Ser louco, sim ser louco, porque no mundo de hoje alguns têm o amor como uma loucura, mas então eu diria como Oswaldo Montenegro: “Que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor... e a outra metade também”.
Samara Coutinho
Samara Coutinho
